
SINOPSE
Por que Curitiba se tornou um epicentro de acidentes com a aranha-marrom? Para responder a essa pergunta, esta obra consolida três décadas de pesquisa, unindo ciência, bioética e experiência social. O livro vai além de descrever o problema: ele investiga os fatores biológicos e ecológicos que permitem a proliferação da espécie e propõe soluções inovadoras para mitigar os acidentes. Trata-se de uma referência definitiva que defende um convívio mais ético e seguro com a fauna urbana, empoderando a sociedade com conhecimento crítico para proteger a saúde coletiva.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Formato: IMPRESSO
Edição: 1
Volume: 1
Paginação: 288
Ano: 2026
REFERÊNCIA
FISCHER, Marta Luciane. Aranha-marrom: 30 anos de estudos biológicos, epidemiológicos e sociais. Curitiba: PUCPRESS: Editora UFPR, 2026. 288 p.
AUTOR
Marta Luciane Fischer é bacharela e licenciada em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, além de ser arte-educadora pela Faculdade de Artes do Paraná. Na graduação, iniciou seus estudos com a aranha-marrom em parceria com o Museu de História Natural Capão da Imbuia (MHNCI) e o Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI). Durante seu mestrado e doutorado em Zoologia, na Universidade Federal do Paraná, aprofundou suas pesquisas em relação aos aspectos da biologia e ecologia dessa aranha. Desde 2000, é docente do curso de Ciências Biológicas da PUCPR. Em 2012, ingressou, também como docente, no Programa de Pós-Graduação em Bioética da mesma universidade, orientando projetos que enriquecem o conhecimento sobre a aranha-marrom e agregam valores éticos, na busca de um controle ético e sustentável.
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SUMÁRIO
PREFÁCIO / 15
PRÓLOGO / 17
CAPÍTULO 1 | MORFOLOGIA E SISTEMÁTICA DO GÊNERO LOXOSCELES / 27
Morfologia do gênero Loxosceles / 27
Sistemática do gênero Loxosceles / 30
Grupo Amazônico / 34
Grupo Gaucho / 36
Grupo Spadicea / 37
Grupo feliz / 39
Distribuição / 44
Identificação de juvenis / 51
Preparação da genitália feminina para a identificação da espécie / 53
Considerações finais / 56
CAPÍTULO 2 | VENENO E EPIDEMIOLOGIA / 57
Veneno / 58
Loxoscelismo / 61
Circunstâncias dos acidentes / 63
Quadro clínico / 63
Epidemiologia do loxoscelismo no Paraná / 65
Envenenamento de animais de companhia / 67
Tratamento: o soro antiloxoscélico / 68
Considerações finais / 71
CAPÍTULO 3 | BIOLOGIA DA ARANHA-MARROM / 73
Espécies-chaves / 73
Estruturas reprodutivas / 74
Comportamento copulatório / 83
Pré-cortejo / 83
Cortejo / 87
Cópula / 90
Pós-cópula / 91
Condicionantes do comportamento copulatório / 93
O tamanho como condicionante / 95
História reprodutiva como condicionante / 98
Idade da fêmea como condicionante / 101
A dieta como fator determinante / 103
Cópulas sequenciais como condicionantes / 105
Interrupção da cópula como condicionante / 105
Luminosidade do ambiente como condicionante / 106
Competição espermática / 106
Cenário 1: Aproximação do macho rival durante diferentes fases do comportamento
reprodutivo / 106
Cenário 2: Encontro entre machos com diferentes status reprodutivos / 108
Cenário 3: Encontro entre machos grandes e pequenos / 108
Cenário 4: Incorporação do aprendizado de ser ganhador ou perdedor / 109
Construção e forma da ooteca / 110
Desenvolvimento pós-embrionário / 113
Processo de ecdise / 118
Instare / 119
Crescimento / 121
Longevidade / 121
Protocolo de criação / 124
Efeito da dieta no desenvolvimento pós-embrionário / 128
Consumo / 130
Instare / 130
Constituição bioquímica corporal / 131
Constituição bioquímica durante o desenvolvimento / 131
Os animais utilizados como alimentos para criações de aranha-marrom / 134
Considerações finais / 135
CAPÍTULO 4 | ECOLOGIA DO GÊNERO LOXOSCELES / 137
Contextualização / 137
Hábito do gênero Loxosceles: teias / 137
Captura de presas / 141
Hábito alimentar em ambiente natural / 145
Atividade / 147
Dispersão passiva e ativa / 151
Seleção de hábitat / 151
Distribuição espacial / 155
Colonização / 157
Resistência / 160
Comportamento agonístico / 164
Habitat / 167
Dinâmica populacional / 170
Infestação urbana / 175
Protocolo de diagnóstico / 176
Diagnósticos de infestações urbanas / 181
Curitiba / 181
União da Vitória / 188
Rio Branco do Sul / 188
Campina Grande do Sul / 190
Ibirama / 191
Simpátrida / 192
Aranhas sinantrópicas / 193
Método para a categorização das aranhas sinantrópicas / 194
Aranhas sinantrópicas no município de União da Vitória / 195
Aranhas sinantrópicas em Curitiba / 197
Aranhas sinantrópicas: família Pholcidae / 199
Aranhas sinantrópicas: família Theridiidae / 201
Aranhas sinantrópicas: família Scytodidae / 202
Aranhas sinantrópicas: família Filistatidae / 203
Comedor de aranhas / 204
Vida selvagem associada / 206
Padrão de distribuição das espécies em Curitiba / 207
Considerações finais / 210
CAPÍTULO 5 | CONTROLE E MANEJO DA ARANHA-MARROM / 211
Projeto multidisciplinar de monitoramento e controle / 213
Controle químico / 214
Controle físico / 216
Repelentes / 217
Armadilhas / 218
Controle biológico / 219
A casa-laboratório / 220
Educação em saúde: informações midiáticas / 223
Educação em saúde: conhecimento da sociedade / 227
Biofobia / 236
Bioética e vigilância em saúde / 238
Redes sociais como coadjuvantes da educação ambiental / 239
Projeto “A casa da aranha” / 243
Considerações finais / 250
CAPÍTULO 6 | AFINAL, POR QUE CURITIBA? / 253
Procedimentos éticos / 259
Agradecimentos / 260
REFERÊNCIAS / 261
ANEXOS: IMAGENS QUE ILUSTRAM O PRÓLOGO / 285
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